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Uma cidade que nasceu fecunda e inspirada pela natureza que a cerca. O seu povo, a exemplo, conserva as tradições e aprimora, repercutindo na História e atualizando-a. 

 

Mazurca do Mondé

Grande Roda de Mazurca. A dança, marcada ao som do pandeiro, é uma grande confraternização para todas as idades

No sítio Mondé dos Cabrais, comunidade quilombola a 125 quilômetros de Recife, Jaime Tiago dos Santos pega o pilão que acompanha a família há 120 anos. No terreiro, ergue a pesada mão do pilão para pisar o milho e café  que serão utilizados em comes e bebes servidos durante as festas juninas aos participantes da Mazurca. ‘Mazuca’, corrige ele, afirmando que a dança foi criação da mente do meu pai, Tiago José dos Santos. “Sem professor de nenhum tipo e qualidade”. (*)

Fontes apontam para o surgimento da Mazurca em território camocimfelicense ainda no processo de colonização do Agreste. Escravos negros que fugiam dos engenhos de cana-de-açúcar da Zona da Mata se uniam às comunidades indígenas habitavam a área geográfica que compreende o município de Camocim de São Félix atualmente  para resistir à atividade colonizadora. Essa “parceria”, resultou numa mescla de tradições. Vale salientar que a mão-de-obra escrava era utilizada na nascente Camocimtuba por fazendeiros que cultivavam o café e cana-de-açúcar. 

A dança é uma variante do coco – canção que escravos negros e índios cantavam ao descascar o fruto. A marcação mescla o som do pandeiro, pisadas e palmas.

Enquanto um puxa o mote, o outro responde e a roda faz o coro. Nos intervalos, um sanfoneiro toca o fole de maneira que o forró não fique de fora da brincadeira”. (**)

(*)(**)OLIVEIRA, Paulo. Pilão. Revista Globo Rural. Edição Digital. Disponível em: http://www.revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1208223-4856-3,00.html. Acesso em 01 de julho 2017.

 

Artesanato

Instituto Antonieta de Lira Silva em Santa Luzia e os talentos locais. Foto: Cortesia / Instituto

Bordado, tapeçaria e outras peças nascem das mãos de talentos da cidade de Camocim de São Félix. Na comunidade de Santa Luzia, os artesãos buscam aprimoramento das técnicas e a valorização do trabalho através do Instituto Antonieta de Lira Silva que acolhe essas potencialidades com a proposta de oferecer principalmente visibilidade aos trabalhos desenvolvidos. Uma recente parceria entre Município e Instituto está fortalecendo essa ação, através do cadastro geral de artesãos de Camocim e projetos no sentido de inserir os artistas em eventos locais e regionais, proporcionando bem estar, além de geração de renda.

Sorvete

Visitar Camocim de São Félix e não experimentar o reconhecido “sorvete de seu Mano” torna a estadia incompleta. A sorveteria, localizada na Avenida Siqueira Campos é parada obrigatória para quem está de passagem ou conhecendo a cidade. 

A variedade em sabores que atende aos mais diversos paladares faz ressoar elogios e lota o ambiente, principalmente nas temporadas mais quentes ou de grandes eventos.

Convento do Carmo

Convento do Carmo possui diversos ambientes, prezando pelo contato com a natureza e espiritualidade.

Arquitetura imponente. Lugar de oração e contato com a natureza. Foi edificado para abrigar a Ordem Carmelita, que se instalou em Camocim atraída pelo clima e localização geográfica.

“A Ordem Carmelitana estava se propagando e ao chegar a Camocim de São Félix logo foram atraídos pelo clima. Percebido como local ideal, Frei Eliseu sugeriu que fosse construído um santuário para peregrinações e um seminário para formar vocações carmelitanas. A construção teve início em 12 de novembro de 1951 e inaugurado em 01 de março de 1962. (*)

Nos dias atuais o Convento do Carmo possui diversos ambientes: museu, teatro, capelas, quadra esportiva coberta,  piscinas, hotel, áreas ecológicas e abriga também a Cooperativa de Ensino Monte Carmelo. É local ideal para retiros, eventos ou simplesmente para descanso.

Alguns ambientes do Convento do Carmo. Foto: Divulgação

(*)Pousada do Carmo. Disponível em: http://www.codesolti.esy.es/docarmo/. Acesso em 1 de julho de 2017

Matriz de São Félix de Cantalice

Matriz de São Félix está localizada exatamente no Marco Zero do Município de Camocim.

A Igreja, inaugurada em 1940, caracteriza-se pela verticalidade de suas formas, apresentando referências ao gosto neogótico. Sua única torre central, mais avançada que o restante da fachada forma uma espécie de galilé fechada, protegendo a principal porta de acesso. Todas as aberturas desta fachada são em arcos ogivais. A torre, arrematada por platibanda, possui cúpula piramidal encimada por uma cruz. Internamente, já bastante descaracterizada, destaca-se em seu altar-mor que foi reformulado e modernizado, com altar em mármore e granito. Onde por anos se destacava uma pintura em azulejo com a cidade de Jerusalém, figura o ícone de Cristo Rei do Universo. Foi edificada na lateral, uma capela dedicada ao Santíssimo Sacramento.

 Encontrando-se em bom estado de conservação e limpeza, seu melhor horário para visitação coincide com o das missas: terça, quarta a sábado às 19:00h e domingo às 08:00 e 19:30h.

Palmeira

Cristo Redentor da Comunidade da Palmeira.

Situada nas margens da PE 103, a Comunidade da Palmeira é bem localizada geograficamente. Do largo da capela, é possível ter uma visão da região, convidando o visitante a contemplar belas paisagens. O Cristo Redentor complementa o local. Os moradores da Palmeira são privilegiados com as belezas naturais e fazem questão de compartilhar com os que conhecem a localidade dos conhecimentos sobre pontos de visitação e curiosidades.

Serra da Palmeira

Serra da Palmeira é vista ao longe

No alto da serra, que é avistada ao longe, visualiza-se ao Noroeste, no fundo da paisagem a cidade de Caruaru e a Pedra do Cachorro, nos limites dos municípios de Brejo da Madre de Deus, Tacaimbó e São Caetano. Ao Sudoeste, ao fundo da paisagem, a cidade de São Joaquim do Monte. Ao Sul, em primeiro plano, é possível ver a Zona Urbana de Camocim de São Félix e ao Leste, a cidade de Sairé. Na base da Serra, visualiza-se a Pedra da Masa e a Furna da Pedreira. 

A vegetação no entorno é denominada de capoeira. O topo da serra é tomado por gramíneas, áreas de pasto e árvores espaçadas.

Visão do topo da Serra da Palmeira Foto: EMPETUR

Furna da Pedreira

Furna da Pedreira pode ser utilizado também para a prática de rapel. Foto: EMPETUR
Furna da Pedreira.

Situada às margens da rodovia PE 103, a Furna tem entrada arqueada, medindo aproximadamente 15 metros e altura de cerca de 1,80 metros, atingindo os 0,5 metros a medida que se alcança o fundo que está a 60 metros da abertura.

A visitação é possível com luz natural no primeiro salão, sendo necessária luz artificial, além de vestuário adequado para atingir o segundo salão, já que é preciso arrastar-se pelo chão para alcançá-lo. O local também pode ser utilizado para a prática de esportes de aventura, a exemplo de rapel.

Museu

Museu Carmelitano

Inaugurado em 1963, ocupando 5 salas Convento do Carmo, o museu possui um grande e diversificado acervo, cujas peças estão catalogadas em 15 setores: Mineralogia (minérios); Petrologia (pedras); Paleontologia (fósseis); Zoologia (animais); Taxidermia (animais empalhados); Entomologia (insetos); Anatomia (corpo humano); Iconografia (imagens sacras); Indiologia (índios); Numismática (moedas e medalhas); Filatelia (selos); Regionalismo; Cultura Popular; Curiosidades; Aplicação industrial dos minerais e das rochas. 

Fonte: Empetur