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Como Ajudar Quem Sofre de Ansiedade: Um Compromisso de Todos

No Setembro Amarelo, entendendo a ansiedade como um dos fatores que agravam o risco de suicídio, mostramos dados recentes do aumento dos casos.

O mês de Setembro Amarelo é dedicado à prevenção do suicídio e à conscientização sobre saúde mental. Ele lembra a todos nós que o sofrimento psíquico — como a ansiedade — pode afetar qualquer pessoa, mas que há caminhos para acolher, tratar e prevenir consequências graves.

Dados recentes mostram que os transtornos de ansiedade estão em clara ascensão no Brasil:

  • A pesquisa Covitel 2024 aponta que aproximadamente 26,8% da população brasileira já recebeu diagnóstico ou relatou ansiedade. VEJA+1

  • Em levantamento feito pelo Instituto Cactus e AtlasIntel, cerca de 68% dos brasileiros disseram sentir sentimentos de ansiedade, nervosismo ou tensão. Entretanto, mais da metade nunca buscou ajuda profissional. CNN Brasil

  • Comparado ao ano anterior, houve aumento de 14,3% no número de atendimentos ambulatoriais relacionados à ansiedade entre janeiro e outubro de 2024. VEJA

Esses dados reforçam que a ansiedade generalizada — preocupação excessiva, inquietação, sensação de não controle — não é algo isolado; ela está cada vez mais presente nas casas, escolas, locais de trabalho.


Como Reconhecer os Sinais

Para poder ajudar alguém com transtorno de ansiedade generalizada (TAG), é importante estar atento a alguns sinais que a pessoa pode apresentar:

  • Preocupação constante, mesmo que sem motivo aparente ou desproporcional à situação;

  • Dificuldade de controlar pensamentos ansiosos;

  • Inquietação ou sensação de estar “no limite”;

  • Tensão muscular, dores, sintomas físicos de estresse;

  • Irritabilidade frequente;

  • Problemas de sono — dificuldade para dormir ou para manter o sono;

  • Evitação de situações que aumentem a ansiedade;

  • Sensação de fadiga ou esgotamento mental com facilidade.


O Que Fazer Para Ajudar

1. Escuta ativa e empatia:
Ouça de verdade, sem julgar. Pergunte o que a pessoa sente e o que a ajuda para ela — às vezes, só se sentir acolhida já alivia muito.

2. Oferecer suporte prático:
Ajude com tarefas cotidianas que possam estar pesando, como organizar compromissos, lembrar de cuidar da alimentação, do sono ou de pausas no dia.

3. Encaminhar para ajuda profissional:
Psicólogos, psiquiatras, centros de atenção psicossocial são recursos importantes. Diagnóstico e tratamento adequado (terapia, às vezes medicamentos) podem fazer grande diferença.

4. Fortalecer redes de apoio:
Família, amigos, colegas de trabalho: todos podem contribuir. Grupos de apoio, comunidades locais ou projetos sociais também ajudam a diminuir isolamento.

5. Promover autocuidado e hábitos saudáveis:
Exercícios físicos, relaxamento, alimentação equilibrada, hábitos de sono regulares, momentos de lazer são estratégias que auxiliam no controle da ansiedade.


O Papel da Prefeitura

Como órgão público responsável pelo bem‐estar da população, a Prefeitura faz:

  • Investir em campanhas de conscientização, voltadas para identificar a ansiedade e divulgar onde buscar ajuda.

  • Fortalecer os serviços públicos de saúde mental: UBSs, CAPS, equipes especializadas.

  • Capacitar profissionais de saúde e agentes comunitários para reconhecer sinais de ansiedade e oferecer suporte inicial.

  • Integrar ações de prevenção do suicídio com programas de atenção à saúde mental — garantir que quem vive com ansiedade não fique sem suporte.

  • Promover espaços de diálogo e acolhimento nas escolas, nos espaços culturais e comunitários.


Mensagem Final

A ansiedade não é sinal de fraqueza — é uma condição de saúde real que precisa de atenção. No Setembro Amarelo, podemos fazer mais do que apenas falar: podemos agir juntos, acolhendo, orientando e apoiando. Se você conhece alguém que está sofrendo, ofereça-se para escutar. Se estiver sentindo que não dá para enfrentar sozinho, peça ajuda. A vida merece cuidado.